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Acessibilidade cognitiva

O que é acessibilidade cognitiva?

Acessibilidade cognitiva é o que torna ambientes, informações, produtos e serviços fáceis de entender por todas as pessoas.

Com ela, a pessoa entende como um lugar ou um objeto funciona, o que pode fazer ali e como fazer.

Quando alguém não entende, a barreira está no ambiente, não na pessoa.

Acessibilidade física e acessibilidade cognitiva

A acessibilidade física é a mais conhecida. Quando falamos sobre ela, pensamos em calçadas rebaixadas, banheiros adaptados, rampas para cadeiras de rodas.

Mas ela vai muito além disso!

A acessibilidade física ajuda as pessoas a se deslocarem com conforto e segurança.

Ela é importante para todas as pessoas, mas beneficia especialmente as pessoas com deficiência física e as pessoas idosas.

A acessibilidade cognitiva segue a mesma lógica, mas com foco na compreensão. Ela garante que as pessoas entendam onde estão, o que precisam fazer e como fazer.

Acessibilidade física

mais

Acessibilidade cognitiva

é igual a

Acessibilidade universal

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Quem se beneficia da acessibilidade cognitiva

A acessibilidade cognitiva é boa para todo mundo. E é essencial para muitas pessoas.

3 em 10

No Brasil, 3 em cada 10 pessoas entre 15 e 64 anos têm dificuldade para entender textos do dia a dia.

E 18,6 milhões de brasileiros têm alguma deficiência.

Fontes: Inaf 2024 (analfabetismo funcional); IBGE, PNAD Contínua 2022.

Ela ajuda principalmente:

  • Pessoas com deficiência intelectual e do desenvolvimento
  • Pessoas com lesão cerebral adquirida
  • Pessoas com transtornos de aprendizagem
  • Pessoas idosas com declínio cognitivo
  • Pessoas estrangeiras que não dominam o idioma
  • Pessoas com baixo nível de alfabetização
  • Pessoas com surdez pré-lingual
  • Qualquer pessoa, em algum momento da vida

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A cadeia da acessibilidade

A acessibilidade funciona como uma corrente: cada elo precisa ser fácil de entender. Se um elo falha, a corrente se rompe e a pessoa pode não conseguir participar.

Um elo quebrado pode impedir a visita inteira

Você chega ao museu de ônibus sem problemas e compra seu ingresso. Para entrar, é obrigatório deixar a mochila no guarda-volumes. Você não entende como ele funciona. Ninguém ajuda. O tempo passa e o nervosismo aumenta.

Todo o resto estava acessível, mas um único elo quebrado impediu a participação.

Exemplo: uma visita ao museu

  1. Informação. Site, notícias, mapa e horários fáceis de entender.
  2. Transporte. Chegar de ônibus sem se perder.
  3. Caminho. Placas até o museu; achar o prédio e a porta.
  4. Entrada. Pedir informação e comprar o ingresso.
  5. Guarda-volumes. Não está claro como funciona, e ninguém ajuda. Aqui a corrente se rompe.
  6. Até a sala. Encontrar a exposição dentro do museu.
  7. A exposição. Entender as obras e as informações sobre elas.
  8. Serviços. Banheiro, área de descanso, cafeteria.
  9. Saída. Sair também precisa ser fácil de entender.

Em resumo

  • Pense na acessibilidade como um caminho: do primeiro contato até a volta para casa.
  • Para avaliar a acessibilidade, é preciso olhar o caminho inteiro.
  • A acessibilidade está em cada momento da vida: acordar, tomar café, pegar o ônibus, trabalhar.

Por isso, o INBRACOG observa o percurso completo das pessoas, e não só um ponto isolado.

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Por que é importante melhorar a acessibilidade cognitiva?

Entender o mundo à nossa volta é uma necessidade básica de todas as pessoas.

Quando o ambiente é difícil de entender

  • A pessoa sente insegurança e ansiedade.
  • Ela não sabe o que fazer depois.
  • Passa a depender de outras pessoas.
  • Deixa de ir a lugares e de conviver.

Quando o ambiente é fácil de entender

  • A pessoa entende o que acontece e sabe o que fazer.
  • Ela se sente segura e tranquila.
  • Decide por conta própria, com mais autonomia.
  • Conhece lugares novos e convive com outras pessoas.
  • Participa mais e tem mais qualidade de vida.

A barreira está no ambiente

Antes, a deficiência era vista só como um limite da pessoa.

Hoje, entendemos que a participação depende do encontro entre a pessoa e o ambiente. O ambiente pode ajudar ou criar barreiras.

A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) segue essa ideia. A Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), da Organização Mundial da Saúde, também.

Mudar o ambiente é mudar a participação.

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Perspectiva de gênero

Um olhar atento para as mulheres

Mulheres com deficiência podem enfrentar barreiras por serem mulheres e por terem uma deficiência. A acessibilidade cognitiva pode fazer diferença em lugares como:

  • Consultórios de ginecologia.
  • Serviços de obstetrícia e maternidades.
  • Locais de cuidado e acolhimento para mães de crianças com desenvolvimento atípico.
  • Serviços de acolhimento a mulheres em situação de violência.

Perguntas que podemos fazer

  • No consultório de ginecologia, a mulher entende o que vai acontecer em cada exame?
  • Na maternidade, as orientações sobre o parto e o pós-parto são claras?
  • A mãe de uma criança com desenvolvimento atípico encontra acolhimento e informações simples?
  • A mulher em situação de violência entende onde e como pedir ajuda?

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