Acessibilidade cognitiva
O que é acessibilidade cognitiva?
Acessibilidade cognitiva é o que torna ambientes, informações, produtos e serviços fáceis de entender por todas as pessoas.
Com ela, a pessoa entende como um lugar ou um objeto funciona, o que pode fazer ali e como fazer.
Quando alguém não entende, a barreira está no ambiente, não na pessoa.
Acessibilidade física e acessibilidade cognitiva
A acessibilidade física é a mais conhecida. Quando falamos sobre ela, pensamos em calçadas rebaixadas, banheiros adaptados, rampas para cadeiras de rodas.
Mas ela vai muito além disso!
A acessibilidade física ajuda as pessoas a se deslocarem com conforto e segurança.
Ela é importante para todas as pessoas, mas beneficia especialmente as pessoas com deficiência física e as pessoas idosas.
A acessibilidade cognitiva segue a mesma lógica, mas com foco na compreensão. Ela garante que as pessoas entendam onde estão, o que precisam fazer e como fazer.
Acessibilidade física
Acessibilidade cognitiva
Acessibilidade universal
Quem se beneficia da acessibilidade cognitiva
A acessibilidade cognitiva é boa para todo mundo. E é essencial para muitas pessoas.
Ela ajuda principalmente:
- Pessoas com deficiência intelectual e do desenvolvimento
- Pessoas com lesão cerebral adquirida
- Pessoas com transtornos de aprendizagem
- Pessoas idosas com declínio cognitivo
- Pessoas estrangeiras que não dominam o idioma
- Pessoas com baixo nível de alfabetização
- Pessoas com surdez pré-lingual
- Qualquer pessoa, em algum momento da vida
A cadeia da acessibilidade
A acessibilidade funciona como uma corrente: cada elo precisa ser fácil de entender. Se um elo falha, a corrente se rompe e a pessoa pode não conseguir participar.
Um elo quebrado pode impedir a visita inteira
Você chega ao museu de ônibus sem problemas e compra seu ingresso. Para entrar, é obrigatório deixar a mochila no guarda-volumes. Você não entende como ele funciona. Ninguém ajuda. O tempo passa e o nervosismo aumenta.
Todo o resto estava acessível, mas um único elo quebrado impediu a participação.
Exemplo: uma visita ao museu
- Informação. Site, notícias, mapa e horários fáceis de entender.
- Transporte. Chegar de ônibus sem se perder.
- Caminho. Placas até o museu; achar o prédio e a porta.
- Entrada. Pedir informação e comprar o ingresso.
- Guarda-volumes. Não está claro como funciona, e ninguém ajuda. Aqui a corrente se rompe.
- Até a sala. Encontrar a exposição dentro do museu.
- A exposição. Entender as obras e as informações sobre elas.
- Serviços. Banheiro, área de descanso, cafeteria.
- Saída. Sair também precisa ser fácil de entender.
Em resumo
- Pense na acessibilidade como um caminho: do primeiro contato até a volta para casa.
- Para avaliar a acessibilidade, é preciso olhar o caminho inteiro.
- A acessibilidade está em cada momento da vida: acordar, tomar café, pegar o ônibus, trabalhar.
Por isso, o INBRACOG observa o percurso completo das pessoas, e não só um ponto isolado.
Por que é importante melhorar a acessibilidade cognitiva?
Entender o mundo à nossa volta é uma necessidade básica de todas as pessoas.
Quando o ambiente é difícil de entender
- A pessoa sente insegurança e ansiedade.
- Ela não sabe o que fazer depois.
- Passa a depender de outras pessoas.
- Deixa de ir a lugares e de conviver.
Quando o ambiente é fácil de entender
- A pessoa entende o que acontece e sabe o que fazer.
- Ela se sente segura e tranquila.
- Decide por conta própria, com mais autonomia.
- Conhece lugares novos e convive com outras pessoas.
- Participa mais e tem mais qualidade de vida.
A barreira está no ambiente
Antes, a deficiência era vista só como um limite da pessoa.
Hoje, entendemos que a participação depende do encontro entre a pessoa e o ambiente. O ambiente pode ajudar ou criar barreiras.
A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) segue essa ideia. A Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), da Organização Mundial da Saúde, também.
Mudar o ambiente é mudar a participação.
Perspectiva de gênero
Um olhar atento para as mulheres
Mulheres com deficiência podem enfrentar barreiras por serem mulheres e por terem uma deficiência. A acessibilidade cognitiva pode fazer diferença em lugares como:
- Consultórios de ginecologia.
- Serviços de obstetrícia e maternidades.
- Locais de cuidado e acolhimento para mães de crianças com desenvolvimento atípico.
- Serviços de acolhimento a mulheres em situação de violência.
Perguntas que podemos fazer
- No consultório de ginecologia, a mulher entende o que vai acontecer em cada exame?
- Na maternidade, as orientações sobre o parto e o pós-parto são claras?
- A mãe de uma criança com desenvolvimento atípico encontra acolhimento e informações simples?
- A mulher em situação de violência entende onde e como pedir ajuda?
Quer tornar a sua organização mais fácil de entender?
Conte o que vocês precisam e montamos juntos o melhor caminho.